Amizade Social

Crer no Deus “amigo da vida” nos compromete a viver a “amizade social” como atitude oblativa.

Neste tempo quaresmal, a Campanha da Fraternidade nos motiva a viver a amizade social como um estilo de vida, fundado no modo de viver de Jesus. Viver como Jesus significa encontrar-se com “o mundo do sofrimento, da injustiça, da fome… e não ficar indiferente”. A fraternidade, que nasce da compaixão, nos leva a reconhecer no outro uma dignidade e uma capacidade criativa de superar sua situação.

A amizade social se enriquece quando se deixa pautar pelo diálogo fecundo, pela cultura do encontro, pela paciência e tolerância com o diferente, pela renúncia a instrumentalizar e descartar o outro simplesmente porque “vive, pensa, crê, sente e ama de maneira diferente”.

O(a) discípulo(a) missionário(a) não é aquele(a) que, por medo, se distancia do mundo, mas é aquele(a) que, movido(a) por uma radical paixão, desce ao coração da realidade em que se encontra, aí se encarna e aí revela os traços da velada presença do Inefável; o mundo já não é percebido como ameaça ou como objeto de conquista, mas como dom pelo qual Deus mesmo se faz encontrar. O mundo não é lugar da exploração e da depredação, mas é o lugar da receptividade, da oferenda e do encontro inspirador.

Isso pede de todos nós uma atitude de abertura e de deslocamento frente ao outro, o que implica colocar-nos em seu lugar, deixar-nos questionar e desinstalar por ele… Importa, pois, re-descobrir com urgência fraternidade como valor ético e como hábito permanente de vida.

 

Pe. Adroaldo Palaoro, SJ

Um lugar para Cristo: É tarde demais?

 

 "Amém, eu vos digo: tudo o que fizestes por um destes meus irmãos menores, fizestes por mim." — Mateus 25:40

Em Mateus 25, Jesus se identifica como encarnado sempre através de pessoas necessitadas. A cofundadora da Catholic Worker, Dorothy Day (1897–1980), expande esta mensagem do Evangelho:

Não adianta dizer que nascemos dois mil anos tarde demais para dar espaço a Cristo. Nem os que vivem no fim do mundo nascerão tarde demais. Cristo está sempre conosco, sempre pedindo espaço em nossos corações.

Mas agora é com a voz de nossos contemporâneos que Ele fala, com os olhos de balconistas, operários e crianças que Ele olha; com as mãos de trabalhadores de escritório, moradores de favelas e donas de casa que Ele dá. É com os pés de soldados e mendigos que Ele caminha, e com o coração de quem precisa que Ele anseia por abrigo. E dar abrigo ou alimento a quem o pede, ou precisa, é dá-lo a Cristo...

Seria tolice fingir que é sempre fácil lembrar disso. Se todos fossem santos e bonitos, com "alter Christus" ["outro Cristo"] brilhando em luz de néon deles, seria fácil ver Cristo em todos. Se Maria tivesse aparecido em Belém vestida, como diz São João, com o sol, uma coroa de doze estrelas na cabeça e a lua sob seus pés [ver Apocalipse 12:1], então as pessoas teriam lutado para abrir espaço para ela. Mas esse não foi o caminho de Deus para ela, nem é o caminho de Cristo para Si mesmo. Dorothy Day oferece exemplos daqueles que ministraram ao menino Jesus e como nós também podemos:

Na vida humana de Cristo, sempre houve alguns que compensaram o descaso da multidão. Os pastores fizeram-no; sua pressa para o presépio expiou o povo que fugiria de Cristo. Os sábios fizeram-no; sua jornada pelo mundo compensou aqueles que se recusaram mudar a rotina de suas vidas para ir a Cristo. Mesmo os dons que os sábios trouxeram têm em si uma obscura recompensa e expiação pelo que viria a seguir mais tarde na vida deste Menino. Pois trouxeram ouro, emblema do rei, para compensar a coroa de espinhos que Ele usaria; ofereciam incenso, símbolo de louvor, para compensar o escárnio e o cuspe; deram-lhe mirra, para curar e acalmar, e foi ferido da cabeça aos pés...

Podemos fazê-lo também, exatamente como eles fizeram. Não nascemos tarde demais. Fazemos isso vendo Cristo e servindo a Cristo em amigos e estranhos, em todos com quem entramos em contato... Para um cristão pleno, o caminho do dever não é necessário... para realizar esta ou aquela boa ação. Não é um dever ajudar a Cristo, é um privilégio.

 

Dorothy Day, Selected Writings: By Little and By Little, ed. Robert Ellsberg (Maryknoll, NY: Orbis Books, 1983, 1992), 94, 96, 97.  (tradução de inglês)

Juntos somos as mãos, os pés e o corpo encarnados de Deus.

Oração para Nossa Senhora Aparecida

 

Oração do Papa Francisco a Nossa Senhora Aparecida

 

Aprenda a oração de Nossa Senhora Aparecida rezada pelo Papa Francisco em sua viagem ao Brasil:

 

"Mãe Aparecida, como Vós um dia, assim me sinto hoje diante do vosso e meu Deus, que nos propõe para a vida uma missão cujos contornos e limites desconhecemos, cujas exigências apenas vislumbramos. Mas, em vossa fé de que “para Deus nada é impossível”, Vós, ó Mãe, não hesitastes, e eu não posso hesitar. Assim, ó Mãe, como Vós, Eu abraço minha missão. Em vossas mãos coloco minha vida e vamos Vós-Mãe e Eu-Filho caminhar juntos, crer juntos, lutar juntos, vencer juntos como sempre juntos caminhastes vosso Filho e Vós.

Mãe Aparecida, um dia levastes vosso Filho ao templo para O consagrar ao Pai, para que fosse inteira disponibilidade para a missão. Levai-me hoje ao mesmo Pai,
consagrai-me a Ele com tudo o que sou e com tudo o que tenho. Mãe Aparecida, ponho em vossas mãos, e levai até o Pai a nossa e vossa juventude, a Jornada Mundial da Juventude: quanta força, quanta vida, quanto dinamismo brotando e explodindo e que podem estar a serviço da vida, da humanidade.

Finalmente, ó Mãe, vos pedimos: permanecei aqui, sempre acolhendo vossos filhos e filhas peregrinos, mas também ide conosco, estai sempre ao nosso lado e acompanhai na missão e grande família dos devotos, principalmente quando a cruz mais nos pesar, sustentai nossa esperança de nossa fé".

Oração Tempo da Criação

 

 

 

      Oração pela nossa terra  

                                     Laudato Si  #246     Papa Francisco

Deus Omnipotente,
que estais presente em todo o universo
e na mais pequenina das vossas criaturas,


Vós que envolveis com a vossa ternura
tudo o que existe,
derramai em nós a força do vosso amor
para cuidarmos da vida e da beleza.


Inundai-nos de paz,
para que vivamos como irmãos e irmãs
sem prejudicar ninguém.


Ó Deus dos pobres,
ajudai-nos a resgatar
os abandonados e esquecidos desta terra
que valem tanto aos vossos olhos.


Curai a nossa vida,
para que protejamos o mundo
e não o depredemos,
para que semeemos beleza
e não poluição nem destruição.


Tocai os corações
daqueles que buscam apenas benefícios
à custa dos pobres e da terra.


Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa,
a contemplar com encanto,
a reconhecer que estamos profundamente unidos
com todas as criaturas
no nosso caminho para a vossa luz infinita.


Obrigado porque estais conosco todos os dias.

Sustentai-nos, por favor, na nossa luta
pela justiça, o amor e a paz.

 

                                                                               

                                                                 

Senhor Reacender minhas esperanças!

                                                                                                                   

                                   

Senhor 

vez por outra sinto dores
de uma humanidade corroída
Minha pele se torna insensível
ao abraço dos outros
Meu corpo sofre a perda
de sua integridade e beleza
Minha memória acaba esquecendo
que fui feito para a relação


Mas Tua Presença muda tudo
Teu olhar
Teu toque
Teu querer
reacendem minha esperança
despertam minha identidade
fazem minha carne refletir
a transfiguração de minhas entranhas


Obrigado bondoso Amigo
pois só Tu
resgatas meu ser inteiro
das garras da morte
purificas meu interior e exterior
dos traumas e feridas
e me reintegras à comunidade
dos filhos e filhas de Deus

Pe. Francys Silvestrine Adão, SJ      Agradecimento ao Centro Loyola, Goiânia            https://centroloyola.com.br/senhor.html

 

 

Mandamentos da Casa Comum

O grito da natureza maltratada e dos pobres abandonados chegam até ao céu. É importante saber que mundo queremos deixar às gerações futuras (cf. n. 160). O Papa Francisco faz-nos compreender melhor a complexidade dos problemas e nos convida a reconsiderar o nosso mundo e a agir.

 

Abaixo, Frei Marcelo, OFMCAP de São Paulo, nos propõe os Dez Mandamentos da Casa Comum, para que possamos viver e agir com responsabilidade perante a natureza, assim como São Francisco de Assis nos ensina. 

          

FFB (Família Franciscana do Brasil)  significando o conjunto de todas as entidades associadas e os mais diversos serviços na linha da espiritualidade Francisclariana - nosso agradecimento por esta importante reflexão.  

 

Coragem.... o que é?

 

 

 

                                                                              

 

 

João Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas:

“Todo caminho da gente é resvaloso. Mas também, cair não prejudica demais.

A gente levanta, a gente sobe, a gente volta!…

O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim:

esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta.

O que ela quer da gente é coragem.

O que Deus quer é ver a gente aprendendo

a ser capaz de ficar alegre a mais,

no meio da alegria, e inda mais alegre ainda no meio da tristeza!”

 

Thomas Merton:

Você não precisa saber exatamente o que está acontecendo,

ou exatamente para onde tudo está indo.O que você precisa é reconhecer as possibilidades

e os desafios oferecidos pelo presente momento,

e abraçá-los com coragem, fé e esperança.

 

 A Oração de Merton

Meu Senhor Deus,
eu não tenho ideia para onde estou indo.
Não vejo o caminho à minha frente.
Não sei ao certo onde vai parar.
nem me conheço realmente,
e o fato de pensar que estou a seguir a sua vontade
não significa que o esteja realmente a fazer.


Mas eu acredito que o desejo de o agradar
de fato lhe agrada.
E espero ter esse desejo em tudo o que estou fazendo.
Espero nunca fazer nada além desse desejo.

E eu sei que, se eu fizer isso, Tu me guiarás pelo caminho certo,

embora eu possa não saber nada sobre isso.

 Portanto, confiarei em você sempre, embora
eu possa parecer estar perdido e à sombra da morte.

Eu não temerei, pois você está sempre comigo,
e você nunca me deixará enfrentar meus perigos sozinho.

 

"A Oração de Merton" de Thoughts in Solitude Copyright © 1956, 1958 por A Abadia de Nossa Senhora do Getsêmani. Usado com permissão de Farrar Straus Giroux.

 

 

A vida como Deus queria... para os pobres

 

Uma reflexão para o Dia Mundial dos Pobres

 

                                                                 Kelly Latimore Ícones

"O que gostaríamos de fazer é mudar o mundo

— tornando um pouco mais fácil para as pessoas

se alimentarem, vestirem e se abrigarem

como Deus queria que elas fizessem.

E, lutando por melhores condições, clamando incessantemente

pelos direitos dos trabalhadores, dos pobres, dos destituídos

- os direitos dos pobres ‘dignos’ e dos pobres ‘indignos’,

em outras palavras - podemos, em certa medida, mudar o mundo;

podemos trabalhar para o oásis,

a pequena célula de alegria e paz em um mundo atormentado.

Podemos jogar nossa pedra no lago

e estar confiantes de que seu círculo cada vez maior

alcançará ao redor do mundo.

Repetimos, não há nada que possamos fazer

além de amar,

e, meu Deus, por favor,

amplie nossos corações

para amarmos uns aos outros,

amarmos nosso próximo,

amarmos nosso inimigo como nosso amigo."

— Dorothy Day

Você conhece a pessoa de Dorothy Day?

Dorothy Day foi uma jornalista, ativista social e anarquista norte-americana que, depois de uma juventude boêmia, tornou-se católica sem abandonar seu ativismo social e anarquista. Ela era talvez a mais conhecida radical política entre os católicos americanos.  Dedicou sua vida em prol dos pobres, morando juntos com voluntários e pobres em comunidades chamadas “Casa de Trabalhador Católico”

Nascido em 8 de novembro de 1897, Brooklyn Heights, Nova Iorque, Estados Unidos

Morreu: 29 de novembro de 1980, Manhattan, Nova Iorque, Estados Unidos

Crianças: Tamar Teresa Day Hennessy

Prêmios: Prêmio Thomas Merton, Prêmio Pacem in Terris, Medalha Laetare, Prêmio Gandhi da Paz            

 

Dia de Finados Dia de Memória Agradecida!

  

 

Meu Deus, que no Teu Reino

Quem parte antes de mim

Encontre a paz na Tua eternidade

E bondade sem fim.

E para quem fica,

Que não falte o conforto

De saber que um dia

Nos Teus braços há de se encontrar.

Que hoje nossos corações

Se encham de amor e alegria

Ao recordar aqueles que já partiram,

Mas que pela Tua glória

Continuam vivendo.

Pois quem em Ti acredita, Senhor,

Jamais morre! Amém!

                               

Finados: morrer é dizer “sim” à eternidade (02/11/2022)    Pe. Adroaldo Palaoro, SJ

 

“Que vossos rins estejam cingidos e as vossas lâmpadas acesas” (Lc 12,35)

morte, sempre estranha e, com frequência, incômoda; e no mundo ocidental ela fica escondida em locais funerários, afastada do ambiente familiar. Sem cair em extremismos, este fenômeno diz respeito a um dos problemas que temos como cultura: falar da morte nos dá medo, mesmo sabendo que é uma das poucas certezas que temos. Preferimos ridicularizá-la, negá-la ou silenciar, antes que reconhecer que é uma dimensão de nossa vida que não podemos ignorar. E é questão de tempo, sempre termina por chegar, em ocasiões de uma maneira inesperada: tantas vidas ceifadas, tantas mortes prematuras, tantas histórias truncadas em muitos lugares de nosso mundo.

São mães, pais, maridos, mulheres, irmãos, filhos, amigos, avós, vizinhos, companheiros de trabalho, de comunidade…; tantos que faleceram por diferentes causas e que estão presentes em nossa memória, na lista de ausências. A morte traz dor pela ausência, saudades pelos momentos que se foram, desejo por um presente no qual não estão. Na fé, que ajuda a trazer um horizonte de sentido, a memória dos que partiram desperta também uma profunda gratidão pelas vidas daqueles(as) que amamos, pelas “marcas” que deixaram em nossas vidas, pelas presenças inspiradoras que despertam uma serena consolação, pela esperança de que, um dia, de outro modo, voltaremos a nos encontrar e não haverá mais tristeza, nem pranto, nem dor… Eles e elas, na vida foram, aos poucos, nascendo e nascendo até acabar de “nascer” em Deus.

A vida se transforma no coração da Vida, em Deus. Então, vale a pena, no dia de hoje, ativar a “memória agradecida”.

Neste Dia de Finados, passarão por nosso coração e pela nossa memória, de um modo muito especial e íntimo, aquelas pessoas que foram e são parte de nossa vida e que, ao fazerem a “travessia” para outra margem continuam presentes, amando-nos e sendo amadas por nós. Precisamos parar um momento e acender uma vela por dentro, e escutar. Escutar os ecos que suas presenças nos deixaram, suas palavras, seus gestos… Quê palavras, olhares, gestos não quero esquecer das pessoas de minha vida que já não estão mais aqui? Segundo Guimarães Rosa, as pessoas não morrem, ficam encantadas no nosso coração e na nossa memória.

Finados é um “dia memorial”: memória agradecida que não nos fixa na saudade do passado, mas, nos instiga a prolongar na nossa vida o modo original de viver de tantas pessoas que agora estão “no coração de Deus”. Este é o objetivo dos ritos de finados: ajudar-nos a processar a vida, a morte, a dor, a alegria…, carregados de oração e emoção que move nosso interior à contemplação.     Para continuar o texto inteiro:   

 https://centroloyola.com.br/finados-morrer-e-dizer-sim-a-eternidade-02-11-2022.html

 

 

 

Santa Teresinha do Menino Jesus Espiritualidade de Imperfeição

Descobrindo o Pequeno Caminho      Reflexão de Pe. Richard Rohr 

 

  Durante novicado de Richard Rohr de se tornar franciscano, ele descobriu os escritos de Saint Thérèse de Lisieux (1873-1897). Padre Richard descreve o ensino de Thérèse como "uma espiritualidade da imperfeição":  

Muitas vezes mencionei meu amor por Thérèse de Lisieux, uma freira carmelita francesa com educação formal mínima, que em sua curta e oculta vida de apenas 24 anos capturou a essência dos ensinamentos fundamentais de Jesus sobre o amor. Thérèse foi declarada Doutora da Igreja em 1997 [1], o que significa que seu ensino é visto como completamente confiável e confiável. Ela "democratizou a santidade", como disse o irmão Joseph Schmidt (1934-2022), "deixando claro que a santidade está ao alcance de qualquer um disposto a fazer a vontade de Deus no amor a cada momento sucessivo à medida que a vida se desenrola". [2]    

Thérèse entrou em uma Igreja Católica do século XIX que muitas vezes acreditava em um Deus raivoso e punitivo, perfeccionismo e validação por bom comportamento pessoal — que é um caminho muito instável e ilusória. Em meio a esse ambiente rígido, Thérèse estava convencida de que sua mensagem, ensinada pelo próprio Jesus, era "totalmente nova". [3] O evangelho da graça radical tinha sido esquecido por muitos cristãos, tanto que Thérèse teve que chamá-lo de "novo".   

Thérèse chamou esse caminho simples e infantil de "pequeno caminho". É uma espiritualidade de imperfeição. Em uma carta ao padre Adolphe Roulland (1870-1934), ela escreve: "A perfeição parece simples para mim, vejo que é suficiente reconhecer o nada e abandonar-se quando criança nos braços de Deus". [4] Qualquer "perfeição" cristã é, de fato, nossa capacidade de incluir, perdoar e aceitar nossa imperfeição. Como eu sempre disse, crescemos espiritualmente muito mais fazendo errado do que fazendo certo. Essa pode ser apenas a lição central de como o crescimento espiritual acontece, mas nada em nós quer acreditar nisso.  

Se existe uma coisa como perfeição humana, parece emergir precisamente de como lidamos com a imperfeição que está em todos os lugares, especialmente em nós mesmos. Que lugar inteligente para Deus esconder a santidade, para que só os humildes, "pequenos", e sérios o encontrem! Uma pessoa "perfeita" acaba sendo aquela que pode perdoar conscientemente e incluir a imperfeição em vez daqueles que pensam que estão totalmente acima e além da imperfeição. Torna-se bastante óbvio uma vez que dizemos isso em voz alta.  

Perto do fim de sua vida, Thérèse explicou seu pequeno caminho para sua irmã, e isso se tornou parte de sua autobiografia Story of a Soul. Em contraste com a "grande maneira" do perfeccionismo heroico, ela ensina, em essência, que como uma pequena "com todas as imperfeições [dela]", o amor de Deus é atraído por ela. Deus tem que amá-la e ajudá-la porque ela é "muito pequena para escalar a escada áspera da perfeição". [5] Com total confiança, ela "acreditava-se infinitamente amada pelo Amor Infinito".   

[1] Pope John Paul II, “Proclamation of St. Thérèse of the Child Jesus and the Holy Face as a ‘Doctor of the Church,’” homily, October 19, 1997. 

[2] Joseph F. Schmidt, Walking the Little Way of Thérèse of Lisieux: Discovering the Path of Love (Frederick, MD: The Word Among Us Press, 2012), 22. 

[3] Story of a Soul: The Autobiography of St. Thérèse of Lisieux, trans. John Clarke, 2nd ed. (Washington, DC: ICS Publications, 1976), 207. 

[4] Thérèse to Adolphe Roulland, May 9, 1987, in Thérèse of Lisieux: General Correspondence, vol. 2, 1890–1897, trans. John Clarke (Washington, DC: ICS Publications, 1988), 1094. 

[5] Story of a Soul, 207. 

[6] Louis Liagre, A Retreat with St. Thérèse, trans. P. J. Owen (London: Douglas Organ, 1947), 22. Note: This is the book that Father Richard read during his novitiate year. 

Adapted from Richard Rohr, Falling Upward: A Spirituality for the Two Halves of Life (San Francisco: Jossey-Bass, 2011), xxii; and 

The Little Way: A Spirituality of Imperfection (Albuquerque, NM: Center for Action and Contemplation, 2007). 

 

 Agradecemos O Centro de Ação e Contemplação: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. 

 Richard Rohr's Daily Meditation 

From the Center for Action and Contemplation September 25, 2022